O orgulho gaúcho em qualquer lugar

Divulgação Senac RS

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A Semana Farroupilha é a festividade do ano mais aguardada por muitos gaúchos, termo que deriva dos primeiros moradores dos pampas do sul da América Latina – Uruguai, sul do Brasil e parte da Argentina. Os trajes típicos, com referências nos têxteis pampeanos, trazem as formas geométricas e o cavalo como elementos visuais muito presentes. A bombacha deriva das vestes de trabalho e, até final do século 20 era de utilização quase que exclusivamente masculina. Algumas mulheres utilizavam e eram vistas com ressalvas por seus pares, uma variação socialmente aceita era o xiripá. Segundo a coordenadora do curso de Design de Moda da Faculdade Senac Porto Alegre, Nicele Branda, isso mudou nas últimas duas décadas. “Devido a influências e mudanças comportamentais, ela se popularizou entre as mulheres, não só nos ambientes tradicionais e de lida campeira como nos centros urbanos por adeptos e simpatizantes”, explica.

Atualmente existem várias grifes locais que oferecem produtos de excelente qualidade, alguns mais tradicionais e outros arrojados, que trazem elementos de cultura tradicional em peças com elementos de moda tanto femininos quanto masculinos. “Uma visita na Expointer, por exemplo, nos apresenta uma dimensão de atuação dessas marcas. Abrangendo produtos que vão dos pés, como as alpargatas estampadas, confortáveis e em materiais diversos, à cabeça como chapéus de abas largas, com detalhes em tressé e tramas como as boinas, queridinhas dos gaúchos e gaúchas mais jovens”, afirma a especialista.

As bombachas tradicionais apresentam favos, que são aplicações tridimensionais nas laterais, mas modelos com modelagem mais ajustada como as pampeanas tem aparecido com maior intensidade entre os adeptos do estilo, seja homens ou mulheres. Já os lenços têm uma conotação tradicional política muito forte, vermelho maragato ou branco chimango, cada um de um lado na luta farrapa. “Com o tempo, esse item que representava uma posição e por consequência rivalidade, foi perdendo a conotação unicamente política e identificando guetos, como invernadas, famílias ou grupos diversos. Para algumas pessoas possui caráter unicamente de adorno, muitas vezes estampados com elementos da cultura tradicionalista ou cores diversas, de acordo com as preferências e estilo de cada um”, finaliza.

O importante é trazer nas vestimentas o orgulho gaúcho, seja dentro de um Centro de Tradições Gaúchas (CTG) ou pelas ruas. A moda é permissiva e dá a liberdade de demonstrar, a partir das roupas e acessórios, tudo o que se acredita e luta.

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