Documentário “Legado Italiano” estreia nesta quinta-feira

José Tonello, de Nova Pádua, é um dos 94 entrevistados

José Tonello, de Nova Pádua, é um dos 94 entrevistados

Diretora Marcia Monteiro aborda diferentes aspectos da imigração italiana para o Brasil e será lançado em plataforma exclusiva on demand

Heranças dos primeiros imigrantes italianos que começaram a se estabelecer na Serra Gaúcha a partir de 1875, aspectos como a religiosidade, a música, a gastronomia, a arquitetura, a indústria, o talian e o vinho são a matéria-prima da diretora Marcia Monteiro no documentário “Legado Italiano”, que estreia nesta quinta-feira (19). O filme produzido pela Camisa Listrada, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Celeiro Produções, poderá ser assistido em formato on demand (locação digital) pelo site exclusivo www.legadoitaliano.com.br. A distribuição é da Lança Filmes. O documentário também permanece em cartaz no Movie Arte L’América, em Bento Gonçalves, com sessões diárias às 18h30min.

As primeiras casas foram construídas em madeira, material abundante na Serra gaúcha na época da imigração

As primeiras casas foram construídas em madeira, material abundante na Serra gaúcha na época da imigração

Em 84 minutos, descendentes de imigrantes e especialistas em diferentes áreas contribuem com explicações e relatos carregados de emoção a respeito daquele que é considerado um dos maiores fluxos migratórios da história, ocorrido no final do século 19. Ao todo, a equipe visitou 20 cidades no Brasil e na Itália para entrevistar 94 pessoas.

“Durante a minha pesquisa para o filme, percebi que, para sobreviverem e progredirem, os imigrantes tiveram que contar uns com os outros, e o filme também foi realizado na base do mutirão, através da contribuição de várias pessoas e entidades e empresas que acreditaram nessa história”, salienta a diretora.

No Rio Grande do Sul, as gravações ocorreram na Serra e no Vale do Caí, nas cidades de Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Nova Pádua, Pinto Bandeira, Vila Flores e São Sebastião do Caí. Cada uma evidencia um dos temas desenvolvidos no filme. Já no país europeu, Marcia visitou as regiões do Trentino e do Vêneto, de onde saiu o maior número de imigrantes para o Brasil, e Gênova, de onde partiam os navios a vapor com destino à América.

“São quatro anos dedicados a esse projeto que agora vai chegar ao público. Estudando, conhecendo pessoas e histórias, trago comigo um fator que me marcou muito: constatei que a solidariedade entre os que chegavam da Itália foi fundamental. Mesmo vindo de lugares diferentes, falando dialetos diferentes, quando a sobrevivência dependia da união de todos, surge o que considero a grande força dessa região e dessa história: o mutirão”, reflete Marcia.

A equie também filmou na Itália. Na foto, Porto de Gênova, de de os imigrantes partiam rumo ao Brasil

A equie também filmou na Itália. Na foto, Porto de Gênova, de de os imigrantes partiam rumo ao Brasil

“Legado Italiano” tem produção e produção executiva de André Carreira, direção de fotografia de Elton Menezes e Dandy Marchetti e montagem de Pedro Vinícius. A trilha sonora original é assinada por Mú Carvalho, com violoncelo de Jaques Morelenbaum.

Patrocínio: Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (Segh) – Região Uva e Vinho e Rodoil. Apoio cultural: Salton, Peterlongo, Simonaggio e Giordani Turismo. Apoio de lançamento: Fecovinho.

SERVIÇO

O que: documentário “Legado Italiano”, de Marcia Monteiro

Produção: Camisa Listrada, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Celeiro Produções

Distribuição: Lança Filmes

Lançamento: 19 de novembro de 2020

Idiomas: diálogos em português e italiano, com legendas disponíveis em português, italiano e inglês

Acessibilidades disponíveis: closed caption, libras e audiodescrição

Onde assistir: www.legadoitaliano.com.br

Quanto: R$ 14,90.

SOBRE A DIRETORA – MARCIA MONTEIRO

Com formação em Comunicação Social-Jornalismo, estudou roteiro na Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños (Cuba), atuou no mercado audiovisual como produtora de arte em novelas TV Globo e na Rádio e Televisão de Portugal (RTP), além de atuar no mercado publicitário. “Legado Italiano” é sua estreia como diretora.

SOBRE O PRODUTOR – ANDRÉ CARREIRA

André Carreira começou a atuar no mercado audiovisual em 1997, tendo integrado a equipe de dezenas de produções audiovisuais. Desde 2001, é sócio da produtora Camisa Listrada, onde produziu filmes como “Os Farofeiros”, “Fala Sério, Mãe!”, “Um Suburbano Sortudo”, “O Candidato Honesto” e “O Menino no Espelho”, do qual é também corroteirista. Como diretor, realizou os curtas “Oxicianureto de Mercúrio” e “Contrato com a Sorte”, que circularam em diversos festivais pelo Brasil.

SOBRE A EMPRESA PRODUTORA – CAMISA LISTRADA

A Camisa Listrada, desde 2000, produz séries de TV, documentários e longas. Atualmente, é uma das produtoras mais atuantes no mercado cinematográfico brasileiro. Em 2018, acumulou mais de 6 milhões de espectadores nos cinemas com os filmes “Fala Sério, Mãe!”, “Os Farofeiros” e “O Candidato Honesto 2”, tendo produzido também sucessos recentes como “O Candidato Honesto” e “Um Suburbano Sortudo”. Em 2019, lançou a ficção “Socorro, Virei uma Garota!” e venceu a categoria Melhor Série Documental no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com a obra “Inhotim – Arte Presente”. Em 2020 prepara-se para lançar “No Gogó do Paulinho”, com Maurício Manfrini, na plataforma Amazon Prime Video, e “Tudo bem no Natal que vem”, com Leandro Hassum, na Netflix.

Atualmente, está em fase de finalização do longa “O Palestrante”, com Fábio Porchat. Entre os novos projetos, destaca-se “Mussum, o filmis”, com Ailton Graça, que será filmado em breve. Mais informações no site www.camisalistrada.com.br.

SOBRE A DISTRIBUIDORA – LANÇA FILMES

A Lança Filmes é uma empresa distribuidora de conteúdo audiovisual. Trabalha em parceria com produtoras e exibidores. Entre seus títulos destacam-se: “Disforia” (2020), “A Cidade dos Piratas” (2019), “Aventura em Miniatura” (2019), “Meditation Park” (2019), “Tamara” (2019), “Yonlu” (2018), “Entre-Laços” (2018) e “Sobre Viagens e Amores” (2017).

SOBRE A GLOBO FILMES E A GLOBONEWS           

A associação entre a GloboNews e a Globo Filmes tem entre seus principais objetivos formar plateias para o documentário e, em consequência, ampliar o consumo desses filmes nas salas de cinema. A parceria tem contribuído para um importante estímulo ao documentário no Brasil, onde o gênero ainda tem pouca visibilidade quando comparado aos demais países. A iniciativa visa o fortalecimento e a promoção dentro do mercado audiovisual brasileiro, através da coprodução e da exibição desses longas.

O projeto completa seis anos em 2020, e a parceria estimula a criação de longas-metragens que, após a exibição nas salas de cinema, vão ao ar na emissora. Ao longo desse período, os filmes foram vistos por mais de 6 milhões de pessoas no canal por assinatura, e o alcance médio das produções foi de 450 mil telespectadores por exibição.

Foram lançados filmes como “Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, premiado como melhor documentário sobre cinema da Venice Classics, mostra paralela do 76º Festival de Veneza em 2019, “Cidades Fantasmas” e “Cine Marrocos”, vencedores, respectivamente, do Festival É Tudo Verdade 2017 e 2019, “Slam: Voz de Levante” e “Pitanga”, premiados, respectivamente, nos Festivais do Rio e de Tiradentes em 2017, e “A Corrida do Doping”, até o momento, o filme mais visto na faixa da GloboNews.

Outros destaques foram o longa coletivo “5 x Chico – O Velho e Sua Gente”, sobre comunidades banhadas pelo Rio São Francisco, selecionado para quatro festivais internacionais na França; “Tim Lopes – Histórias de Arcanjo”, sobre a trajetória do jornalista morto em 2002; “Betinho – A Esperança Equilibrista”, que narra a vida do sociólogo Herbert de Souza, “Menino 23”, que acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar a partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, ambos vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2016 e 2017, respectivamente; “Setenta”, de Emília Silveira, sobre a militância política nos anos 1970, que recebeu dois prêmios no 8º Festival Aruanda (Paraíba), incluindo o de Melhor Filme pelo júri popular; e o premiado “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé, que enfoca a diversidade sexual a partir da experiência da transexual Jacqueline Rocha Cortês, eleito o Melhor Longa Nacional pelo júri do Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema 2016.

Em 2020 são mais de 50 filmes em produção, envolvendo mais de 60 produtoras de diferentes regiões do país, ajudando a fomentar o mercado.

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