Mesmo demonstrando recuperação, comércio caxiense encerra fevereiro com leve queda

Crédito Ângela Salvallaggio

Comparado a janeiro, número apresentou -4,34%

O Termômetro de Vendas de fevereiro de 2018 da CDL Caxias do Sul, foi apresentado nesta quarta-feira (04/04) à tarde, na CIC Caxias, e lançou as informações da economia do município durante este período.

O comércio caxiense encerrou o segundo mês do ano com uma leve queda de 4,34% comparado a janeiro de 2018. Já em relação a Fevereiro de 2017, o indicador apresentou crescimento de 5,97%. Conforme o assessor de economia e estatística da CDL Caxias, Mosár Leandro Ness, o resultado não surpreende, já que fevereiro tem por característica o enfraquecimento nas vendas, o que já pode ser percebido em janeiro, quando os números também apresentaram queda (-22,91%). “O desempenho do comércio caxiense apresentou comportamento conforme o esperado, ou seja, a queda não assusta, tão pouco compromete o desempenho projetado até o final do ano. A recuperação nos indicadores ainda é aguardada, mesmo que a melhora já venha se consolidando ao longo dos últimos meses de 2017 e início de 2018”.

Para o diretor de Pesquisa, Informação e TI da CDL Caxias, Ricardo Regal Comandulli, alguns fatores que justificam a leve queda apresentada no mês devem ser considerados. “Os dados de fevereiro ainda estão sob influência do período de férias. Também temos um número menor de dias úteis nesse período, além das comemorações do Carnaval, que prejudicam o desempenho das vendas”, esclarece.

A expectativa para a consolidação de números positivos nos próximos meses se reflete principalmente nos diversos eventos já programados para esse ano que por si estimulam as compras. “A Páscoa em março representa um fôlego para os dados do comércio caxiense, assim como o Dia das Mães em maio e em junho a Copa do Mundo de futebol que também irá estimular os consumidores. Os únicos eventos que podem perturbar esse cenário, referem-se a instabilidade política”, esclarece o assessor.

 

Inadimplência

O estoque de dívidas do mês de fevereiro apresentou um comportamento contrário ao esperado, já que o dado teve queda de 4,40% quando comparado ao mês anterior. Porém, no ano o estoque de dívidas continua a crescer, dessa vez 18,60%, e em doze meses o crescimento foi de 180,66%. Quando o indicador é comparado ao mesmo período do ano anterior (fev/2017) é possível perceber uma variação mensal de 1,01%.

As inclusões de CPFs também aumentaram em 6,38% em relação ao mesmo período do ano passado (fev/2017) e diminuíram 5,15% em relação ao mês anterior. “Como se pode observar 2018 apresenta um comportamento mais agudo para a inadimplência do que 2017. Cabe destacar que estamos iniciando uma recuperação, todavia, para os inadimplentes os efeitos da retomada ainda irão demorar um pouco a acontecer”, afirma Mosár.

 

Empregos

No setor de emprego Caxias do Sul apresentou saldo positivo de contratações. Foram 1.959 vagas a mais nesse período. Em doze meses o saldo positivo acumulado é de 831 vagas. “No longo prazo, o que temos percebido, é que a taxa de desemprego vem demonstrando uma melhora nos últimos meses com quedas constantes, o que denota uma recuperação no quadro. O setor que mais foi atingido pela crise, a Indústria de Transformação, também vem se recuperando e no mês de fevereiro registrou um saldo de 1.271 contratações. No ano os números já passam de 2.150”, comenta Mosár.

 No acumulado de doze meses o saldo agora é positivo, com 1.313 vagas. Ainda conforme o assessor de  economia e estatística da CDL Caxias, após o ajuste sazonal de final de ano, trabalhadores temporários acabaram sendo efetivados, por isso a melhora nos dados.

Ramo duro

No ramo duro a variação entre fevereiro e janeiro de 2018 apresentou queda de 10,66%. Em termos reais, descontada a inflação, houve uma expansão nas vendas de 8,92% e no acumulado de doze meses foi observado um crescimento de 12,41% contra 11,56% do mês anterior.

Em termos nominais, o desempenho positivo de fevereiro ocorreu nos segmentos de Material de Construção (32,82%) e Material Elétrico (67%). Já os demais setores apresentaram desempenho negativo, como: Informática e Telefonia (-5,77%); Automóveis, Caminhões e Autopeças novas (-17,66%); Óticas, Joalherias e Relojoarias (-5,41%); Eletrodomésticos, Móveis e Bazar (-16,49%) e Implementos Agrícolas (-1,29%).

 

Ramo mole

Em relação ao ramo mole, a variação também foi positiva, com 15,41% contra -18,26% do mês anterior. Já em termos reais, descontada a inflação a variação sob o mesmo período do ano anterior apresentou índice negativo de 5,99%. No acumulado de doze meses também houve queda de 8,28%.

No ramo mole, o desempenho positivo ficou por conta de Livraria, Papelaria e Brinquedos (63,53%) e Vestuário, Calçados e Tecidos (4,80%). Já os demais segmentos apresentaram movimento negativo, como: Produtos Químicos (-11,33%); Farmácia (-8,33%). “Embora o ramo ainda oscile em comportamento pode-se afirmar que existe uma tendência de recuperação”, finaliza Mosár.

Foto Ângela Salvallaggio

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