Sobre questões de segurança

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By Laudir Dutra*

Minha opinião não tem peso algum acredito eu, nem ao menos quero ter essa deferência ou prepotência.

Sobre o detector de metal em teste na Câmara de Vereadores, minha opinião é que é um tanto demasiado e um valor que poderia ser investido em outra coisa de maior relevância.

Se tomarmos por base opiniões caseiras de que – “é preciso e vem em boa hora, não sabemos se a pessoa que entra no plenário está armada ou não” é uma preocupação excessiva, pois em mais de 20 anos no prédio atual não existe nenhum registro de que algo de mais grave tenha ocorrido.

Se formos pelo lado de que cada presidente quer deixar um legado e marcar seu nome na história política de Caxias do Sul, mais sem sentido ainda, pois cada vez mais está sendo cerceada a participação da comunidade das discussões que ocorrem dentro da casa legislativa que deveria ser em tese, do povo.

Queira ou não, o detector de metal já é um inibidor, a exemplo do que ocorre nas instituições bancárias, que acaba constrangendo as pessoas de alguma forma.

Lembro de um tempo não muito distante onde a eterna vereadora Geni Peteffi, na votação sobre transporte público se não me falha a memória, recebeu no rosto, moedas jogadas pelos manifestantes que lotavam o plenário da câmara. Mesmo assim, em tempos muito mais conturbados, discutindo coisas locais que sempre deve ter mais importância, jamais se cogitou essa possibilidade, de colocar detector de metais. Guardadas as proporções, é como colocar dois PMs ou dois Guarda Municipais de prontidão na porta de acesso ao legislativo.

Mas, como eu disse no início, a minha opinião não vale quase nada, a não ser para mim, pois a defendo. Eu como um dos tantos representante da imprensa me sinto constrangido até de participar de muitos debates dentro da câmara, pois a rigidez imposta, de como devemos nos comportar, onde devemos e podemos estar no âmbito do legislativo, vem afastando sistematicamente as coberturas jornalísticas e por conseguinte, seus profissionais. Não pode entrar aqui, ali só entra esse ou aquele.

Quando for a época de campanha e o candidato bater à sua porta a população deve ter isso em mente também, de como a sua participação é apenas depositar o seu voto na urna e nada mais

Havia uma sala de imprensa, um espaço onde os profissionais podiam discutir, interagir entre si, trocar idéias e a própria chefia de imprensa participava, encaminhava ou dava as dicas sobre o que acontecia naquele instante dentro do plenário. Pois bem, isso mudou. é preciso ter crachá para participar de debates e acontecimentos importantes, como se a nossa própria credencial não tenha valor algum.

Bem, assim é a evolução das coisas, aos poucos vão se criando os ambientes fechados e as ditaduras disfarçadas de organização e critérios cerceiam as iniciativas da imprensa de um modo geral.

Vai ver é por isso que volta e meia alguns vereadores vão com o jornal dito a grande imprensa nas mãos na tribuna falar sobre determinado assunto, mencionando o nome do referido, como garoto propaganda, como se isso fosse necessário. Vamos ajudar a vender jornal né, afinal, é o que temos.

As culturas vão se perpetuando aos longo dos anos e vai demorar muito para surgir ou ter vez alguma coisa nova, diferente, respaldado por boa qualidade e isenção. A bem da verdade, toda iniciativa que tente se criar, vai acabar ficando só na vontade, por falta de espaço ou oportunidade.

No fundo, se cria o monstro e depois que ele cresce não tem onde colocá-lo para deitar!

 

*Em tempo: Tem gente pensando em sugerir a ideia ao prefeito Daniel Guerra. Já pensaram, daqui a pouco muitas pessoas se enchem e gradativamente deixam de ir estes locais. Não acredito que os vereadores ou o prefeito queiram isso!

 

 

*Diretor/Editor

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