O futebol mexe com a paixão

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Incrível como um esporte pode mexer com a emoção e o humor das pessoas. Mesmo que muitas vezes as coisas possam estar estranhas, ruins e praticamente sem nenhuma solução em curto prazo, basta vir um resultado do time do coração para que tudo mude e o nosso humor comece a produzir em doses mais generosas as necessidades que o nosso espírito clama naquele momento.

Evidentemente que nem todas as pessoas têm no futebol as suas prioridades de lazer e até de motivação para tornar seu dia melhor, basicamente para quem torce por alguma agremiação, fica a certeza de que uma das principais causas para o seu bom humor e estado de espírito é a vitória dentro do campo de jogo.

Nesta segunda ouço a noticia de que um torcedor do Internacional morreu em decorrência de um ataque cardíaco, dentro dos cinco que tiveram o mesmo problema durante e após o confronto contra o Corinthians paulista.

Certamente muitos dirão que foi uma fatalidade ou coincidência e que talvez o jogo em si não tenha sido o motivador da tragédia, mas é algo que está dentro do possível, afinal de conta, a emoção e os batimentos cardíacos vão lá em cima quando se está torcendo fortemente.

Há muito tempo, quando éramos moleques, foram inúmeros os confrontos no braço com amigos que torciam por times contrários. Lembro-me ainda como se fosse ontem quando eu e meu irmão, colorados que nunca haviam assistido a uma partida de futebol em um estádio entrávamos em discussão calorosa, no tapa mesmo, pelo simples fato de ao agüentar a famosa corneta.

Mas aí a gente vai crescendo, entendendo mais como é a dinâmica do jogo, como se desenham as conquistas, as vitórias e as derrotas. Aprendemos que num universo tão pequeno entre os resultados, não se pode querer estar sempre no limbo ou limiar do resultado para levar a vida normalmente.

Algumas pessoas acabam muitas vezes, assim como aconteceu com esse torcedor que veio a óbito, exacerbando ou extravasando demais a sua emoção que não pensa no seu estado de saúde ou até mesmo na sua integridade física, pois muitas vezes isso leva a conflitos perigosos com pessoas estranhas ao nosso convívio. Não dá pra sabermos até onde o outro vai para defender a sua opinião, então, o risco é eminente.

É como uma pessoa que gosta de jogar a sua pelada aos finais de semana, mas que não gosta de ir ao médico, acha uma bobagem. Eis o perigo mais uma vez rondando. Para alguém cair morto com problemas cardíacos é um pulinho, basta correr demasiadamente, não controlar a sua ansiedade ou emoção e em decorrência do cansaço físico, sofrer uma aceleração cardíaca forte e pronto.

Não dá pra deixar de torcer, falando para aqueles que gostam, sempre que isso for de maneira tranqüila, sem entrar em discussões ou interrupções que o corpo avisa quando são exageradas. Respeitar os seus limites é a forma mais saudável de se apoderar de uma vida com qualidade.

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