Caxias completa 128 anos hoje, 20 de junho

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A cidade chega num estágio interessante, seja do ponto de vista de cidade enquanto cresce e se modifica para melhor, apesar de algumas posições e opiniões não conjugarem o mesmo verbo, construir.

Uma cidade pujante que saiu e deixou para traz o dogma de que nem sempre os contrários se atraem e aquilo que se assina serve como prova do que se pretende fazer ou alcançar.

Hoje foi comemorado mais um aniversário, dessa vez no largo da prefeitura. 128 anos de constante progresso e evolução rumo a uma grande metrópole que se avizinha assustadoramente. O susto fica por conta da preocupação de que talvez os nossos gestores não estejam cuidando direito dos rumos que a cidade possa tomar daqui a 10, 20 anos, preocupados que estão em preservar as suas idéias muitas vezes ultrapassadas ou preconcebidas que não deixam margens para discussões ou opiniões, mesmo que estas venham de encontro às suas.

Sabidamente nesses últimos anos têm surgido alguns embates que saem um pouco do senso comum, as discussões e disputas políticas não refletem necessariamente a vontade ou anseios da população, que embalada por falta de opção ou amparada por constantes golpes desferidos contra o seu orçamento financeiro, especialmente oriundos da capital federal mais especificamente, clama por mudança a todo custo, esquecendo das suas convicções e deixando de lado as suas preferências partidárias para se aventurar tresloucadamente por um caminho que talvez não tenha volta.

Tradicionalmente a cidade comemora seu aniversário no centro da cidade e isso não mudou ao longo dos tempos, foram várias gestões com o mesmo hábito e a população se acostumou a ir até a Praça Dante Alighieri saborear um pedaço de torta e festejar com muito orgulho a passagem de mais um ano do lugar que escolheram para viver.

Existem alguns contra sensos nesse sentido e falta de coerência da atual administração que decidiu fazer diferente, festejando em alguns locais espalhados pela cidade. Até aí, nada de mais, o único porém, fica por conta de que o prefeito Daniel Guerra brigou e muito para que não fosse mexido nos eventos que eram realizados no centro, protestou e usou a campanha para dizer que a Feira do Livro, os desfiles da Festa da Uva e outras iniciativas voltariam a ser realizadas na Praça Dante Alighieri e assim o fez com a primeira, que no ano passado voltou para o centro, o que deve acontecer com a Festa da Uva e seus cortejos.

Seguindo a linha do fazer diferente, não há sentido então tirar a comemoração da data mais importante da cidade, que foi reverenciada á nível nacional no dia do seu aniversário para o largo da prefeitura, ressaltando enfaticamente a presença dos servidores, esquecendo completamente de desvincular o lado político, pelo menos nesse instante.

Não me parece que essa briga acirrada e uma quase retaliação aos opositores que volta e meia tentam elevar ainda mais o tom em função dos graves problemas que a cidade passa em alguns setores, especialmente na saúde, que com a chegada da estação mais fria do ano, superlotam as unidades básicas, o PA e a UPA que, aliás, é entre os três destinos, aquele que melhor funciona.

O prefeito não precisa fazer igual, evidentemente que não, mas não precisa chegar ao ponto de diminuir todas as iniciativas daqueles que não estão no governo por entender ou não querer entender que estão erradas ou corretas, afinal de contas, a cidade vai permanecer sendo elevada ao patamar que ela merece, passarão pessoas, equívocos e diferenças e não será uma disputa de poder ou quebra de braço que ela deixará de ser Caxias do Sul com muito orgulho de ser.

Foto by Laudir Dutra

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