Autoestima influencia qualidade de vida

A autoestima de uma pessoa inclui a avaliação subjetiva que ela faz de si mesma, sendo essencialmente positiva ou negativa, em algum grau e baseada nas suas vivências.

Não podemos controlar os eventos à nossa volta, mas temos o poder de escolher como agir diante do que nos acontecer.

Uma autoestima fortalecida faz com que a pessoa esteja conectada com a realidade e assim possa identificar oportunidades que levarão ao alcance de seus objetivos. As pessoas que possuem uma boa autoestima estão muito mais focadas em seus objetivos e em resultados do que em situações ou fatos. Elas têm preservado a capacidade de resiliência, ou seja, sabem enfrentar melhor as situações de pressão ou de estresse, superando as adversidades. Com um limiar maior à frustração, são mais tolerantes e determinadas, mais focadas em ganhos do que em perdas, transformam problemas em desafios para sua evolução.

Sabe-se, contudo, que essa percepção é construída a partir das experiências vividas no decorrer do desenvolvimento humano. E os acontecimentos que podem aparecer durante esse processo são determinantes para que a pessoa tenha ou não uma boa autoestima, considerado a capacidade de interpretação dos fatos que lhes são apresentados. Sendo assim, a autoestima pode ser constituída como uma característica permanente da personalidade ou como uma condição psicológica temporária. Pode “perder” temporariamente sua boa autoestima quando influenciada por situações que a afetaram negativamente.

Pessoas com baixa autoestima apresentam, em sua fala, um discurso carregado de negativismo, acompanhado de uma desqualificação de seu potencial e diminuição de suas capacidades. Geralmente enxergam impedimentos e não oportunidades de crescimento.

Decorrentes a essas características estão muitos problemas emocionais que limitam a vida das pessoas. Os vínculos podem se mostrar empobrecidos na medida em que ela se sente incapaz de estabelecer relações saudáveis e produtivas. Suas escolhas são afetadas, apresentando, na maioria das vezes, dificuldades de relacionamento afetivo. Problemas com a autoestima também provocam conflitos entre cônjuges, repletos de ciúmes, disputas de poder, competição e rivalidade. Também são comuns disfunções sexuais e transtornos alimentares relacionados ao caso.

Quando a tolerância à frustração diminui, significa que é hora de procurar ajuda profissional e resgatar o equilíbrio perdido. O tratamento mais indicado para esses casos é a psicoterapia. Existem diversas abordagens terapêuticas, entretanto, cabe a cada pessoa informar-se a respeito para poder encontrar o tratamento apropriado às suas necessidades.

Monitorar os próprios pensamentos e ações pode ser um excelente caminho para preservar uma boa autoestima. Observar pensamentos, estados de humor e atitudes tomadas é um caminho seguro e eficiente no combate tanto do estresse, quanto da autoestima reduzida.

No ambiente profissional, quem possui boa autoestima tende a ser mais seguro e mais adaptativo. São pessoas mais flexíveis diante de conflitos de ordem interpessoal que necessitam de resoluções baseadas em habilidades pessoais. Possuem maiores chances de serem promovidas pelo desenvolvimento de suas competências ou pela tolerância às frustrações decorrentes do processo. Uma pessoa que se valoriza, além de produzir mais e melhor no trabalho, não perde o foco em seu projeto de vida. Por isso tem mais probabilidade de realização pessoal.

Alguns casos de autoestima reduzida ocorrem por pressão do ambiente ou desvalorização no emprego. Um exemplo é o assédio moral, que afeta fortemente os indivíduos. Os danos causados levam muitas pessoas a quadros de depressão, tendo de recorrer à ajuda médica e psicológica, até mesmo intervenções hospitalares.

O maior bem que existe encontra-se dentro de cada um: é o valor que a pessoa atribui a si mesmo e à sua vida. Pense nisso!

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