Projeto Alma Brasileira encerra ciclo de recitais realizados por meio do Financiarte

 Crédito Mauro Verza

O trio Alma Brasileira encerra sua sequência de recitais pelo Rio Grande do Sul por meio do Financiarte e faz a última apresentação do projeto em Caxias do Sul no próximo dia 27 de outubro, sábado.

Depois de três meses na estrada, levando uma proposta inovadora de música brasileira para diferentes regiões do Estado, como Porto Alegre, Teutônia e Caxias do Sul, o trio finaliza a agenda em um recital gratuito, às 20h, no Sesc Caxias, apresentando parte da rica herança cultural que torna a música brasileira mundialmente apreciada.

Para Paulo Ferreira (trombone), Douglas Gutjahr (percussão) e Fernando Rauber Gonçalves (piano) a experiência de idealizar o projeto Alma Brasileira e poder leva-lo pelo Rio Grande do Sul foi algo indescritível. “Ver a diversidade do público que esteve presente nos nossos recitais foi muito gratificante. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos compuseram a plateia dos nossos shows. Com isso, sentimos como o repertório brasileiro consegue cativar a todos”, conta o músico Fernando Rauber.

Tendo como objetivo apresentar ao público a formação da identidade dos gêneros da música brasileira por meio da miscigenação de elementos africanos, europeus e indígenas, utilizando como ponto de partida o lundu e a modinha, o Alma Brasileira encerra este projeto de circulação com o financiamento do Financiarte com a sensação de dever cumprido.

“Ao longo desses meses, nos apresentando em diferentes palcos, para diferentes pessoas, percebemos uma sensação unânime no público que nos prestigiou. Uma ideia de unidade, de pertencimento, de igualdade, afinal, observando o cenário atual em que nós brasileiros nos encontramos, em um ambiente fragmentado, dividido pelas disputas políticas, a música é uma maneira interessante de nos reconectarmos com o orgulho de ser brasileiro, resgatando assim nossa auto estima”, afirma Rauber.

O trio ainda destaca que a experiência adquirida serviu como alavanca para a construção de novas ideias para os próximos projetos, além de inspirar a ampliação e a inserção de novos repertórios para os recitais. Depois dos shows pelo Rio Grande  do Sul, o grupo pretende dar continuidade a esse trabalho de maneira autônoma, mantendo-se ativo e disponível para espetáculos.

O recital no próximo dia 27 é aberto ao público e ocorrerá no SESC Caxias, Rua Moreira César, nº 2462, no Centro de Caxias do Sul.

Perfil dos músicos 

Paulo Fernando Ferreira (trombone): começou a atuar como trombonista em 1985. Desde lá, tocou em diferentes orquestras e projetos. Atualmente é coordenador do naipe de metais e primeiro trombone-solo da Orquestra Sinfônica da UCS (OSUCS), membro do Quinteto de Metais da OSUCS e da Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul (OMSC).

Fernando Rauber (piano): atua como docente no Curso de Licenciatura em Música da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e como pianista na Orquestra Sinfônica da UCS. É doutor em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente tem se destacado pela sua intensa atividade de música de câmera com diversas formações instrumentais. Também colaborou com os grupos Trio Antares, Trio a Tempo, Quinteto de Sopros 4.1, Quinteto de Metais da OSUCS, Coro Cant’arte, Coro Sinfônico da OSPA.

Douglas Gutjahr (percussão): graduou-se em Percussão em 2004, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Foi membro da Orquestra Jovem Mundial (JMWO) nos anos de 2007 e 2008. Em 2016 lançou seu primeiro CD, intitulado Brasil (Re)Percussivo, recebendo quatro indicações e o prêmio de Melhor Instrumentista Erudito no Prêmio Açorianos de Música. Como baterista, já acompanhou importantes nomes do cenário musical brasileiro, entre eles Gilberto Gil, Fafá de Belém e Maria Rita. Atualmente é timpanista da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul.

Repertório

Anônimo – Lundu da cachaça (Lundu)

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – Meu deus que maxixe gostoso (Maxixe)

Cândido Ignácio Da Silva (1800-1838) – Quando as glórias que Gozei (Modinha)

Anacleto de Medeiros (1866-1907) – Terna Saudade (Valsa)

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – Dueto Luminárias e o Diabo (Maxixe)

Atribuído à Xisto Bahia (1841-1894) – Iaiá você quer morrer (Lundu)

Henrique Alves de Mesquista (1830-1906) – Ali-Babá (Tango Brasileiro)

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – Atraente (Tango Brasileiro)

Ernesto Nazareth (1863-1934) – Beija-Flor (Tango Brasileiro)

Carlos Gomes – Quem Sabe?! (Modinha)

Ernesto Nazareth (1863-1934) – Saudade dos Pagos (Canção)

Zequinha de Abreu (1880-1935) – Branca (Valsa)

Ernesto Nazareth (1863-1934) – Brejeiro (Tango Brasileiro)

Ernesto Nazareth (1863-1934) – Mariazinha sentada na pedra (Samba carnavalesco)

Foto Mauro Verza

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