Vereador Rafael Bueno chama três senadores gaúchos de covardes e fujões

RAFAEL BUENO

O vereador Rafael Bueno/PDT subiu à tribuna do Legislativo caxiense quarta-feira (8) e elevou o tom das críticas sobre postura dos três senadores gaúchos que não votaram na sessão do Senado que aprovou na quarta-feira (7), por 41 votos a 16, o reajuste de 16,38% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A não participação dos gaúchos tentou ser justificada de diversas formas. Ana Amélia Lemos (PP) disse que teve um dia envolvida com outras agendas, Lasier Martins (PSD), que estava no Rio Grande do Sul para uma audiência judicial e, Paulo Paim (PT), em meio a um voo para o Estado.

Para Bueno, eles foram covardes e fujões e não honraram os mandatos designados pelos gaúchos. O parlamentar acompanhou por meio do twitter os posicionamentos dos três senadores antes da votação e percebeu que em momento algum avisaram sobre a ausência. Pelo contrário, alegaram que não aprovavam o aumento. Paim escreveu: “votarei contra o aumento do salário dos ministros do STF. Isto é um absurdo neste momento. O efeito cascata vai beneficiar todo o Executivo, Legislativo e Judiciário. Isso é uma provocação ao povo brasileiro”. Lasier disse: “sou radicalmente contra o reajuste dos ministros do STF. Nossa situação fiscal não suporta esse devastador efeito cascata sobre as contas públicas”. Ana Amélia justificou: “sou conta o projeto que aumento o salários dos ministros do STF porque esses reajustes provocaram um efeito cascata, aumentando os vencimentos dos senadores, deputados e vereadores de todo o país.”

“Eu cheguei a parabenizar o Paim pelo twitter. Veja bem o que fizeram depois! São pagos para votar, ter posições, mesmo que contrárias. Mas se esconderam. Uma vergonha em um momento no qual falta saúde, educação e segurança e os gastos públicos estão congelados por 20 anos graças à covardia de deputados e senadores”, acusou Bueno.

Para entender –
– A proposta de reajuste foi encaminhada ao Congresso em 2015 pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, a Câmara aprovou o reajuste, mas o aumento ainda não havia sido analisado pelos senadores. O texto estava parado desde 2016 no Senado.
– O aumento nos salários dos ministros gera um efeito-cascata nas contas, porque representa o teto do funcionalismo público. Caso o limite seja estendido, aumenta também o número de servidores que poderão receber um valor maior de gratificações e verbas extras que hoje ultrapassam o teto.

– Cálculos de consultorias da Câmara e do Senado indicam que o reajuste poderá causar um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas.

Foto Laudir Dutra/Arquivo

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