Qual o seu destino?

By Patrícia Luiza Prigol

Uma questão de escolha

 

O destino depende das nossas escolhas. Ele se movimenta de acordo com a direção que damos a ele. Neste sentido, somos responsáveis pelas consequências em nossa vida.

Para algumas pessoas talvez seja mais fácil buscar um culpado para justificar os mecanismos de autossabotagem. Talvez seja melhor acreditar que o “outro” é responsável por suas mazelas. Seguindo com esta crença estaremos buscando num “outro” um sentido para as nossas faltas e até mesmo um sentido para nossa existência. Lewis Carrol tornou-se famoso ao escrever o clássico Alice no País das Maravilhas, alertando: “Se você não sabe para qual direção pretende ir, qualquer lugar serve”. Se nos comportarmos como Alice – que vivia no País das Maravilhas – estabeleceremos uma relação de dependência e submissão para com a própria existência, um comportamento que fortaleceria ainda mais a crença de que não somos capazes de guiar nossa vida numa direção que nos possibilita a realização, a autonomia ou relações de interdependência. Se fôssemos “Alice”, estaríamos fadados ao fracasso. Mesmo em situações muito difíceis ou complexas, (morte, por exemplo), temos a oportunidade ou a condição da superação por meio da resignação ou da ressignificação. Desta maneira a dor pode até mesmo ser nossa “aliada”, pois aprendemos com ela fazendo escolhas dignas e honrosas ao consideramos e respeitamos nossos limites. Portanto, não será mais necessário cultivar a vítima que existe dentro de você.

Venho, com o passar do tempo, observando o que levaria as pessoas a fazer exatamente o contrário do que poderia lhes trazer maior qualidade de vida. Lembro-me de uma reportagem: um homem de oitenta e poucos anos que demonstrava muita vitalidade participando de maratonas, preparando-se para as corridas. Ao ser indagado por um jornalista sobre o que o levaria a agir daquela maneira, contrariando todas as probabilidades relacionadas à sua saúde, ele respondeu: “Faço exatamente o contrário do que a minha mente manda fazer. Se ela pede para ficar parado na frente da TV ou se pede para permanecer dormindo mais do que o necessário, coloco o meu calção, o meu tênis e logo saio para correr. Faço exatamente o contrário”. Esta foi uma das alternativas encontradas por este homem que sabiamente driblou as armadilhas de sua mente, a qual agia de forma ardilosa e astuta tentando lhe boicotar, levando-o a acreditar que nada mais lhe restaria a não ser esperar pela sua própria morte.

Penso que tudo que está em nossa vida é da nossa responsabilidade. Precisamos apenas fazer a escolha. O que não recomendo (se é que posso colocar-me desta forma) é passar a vida numa espécie de autoflagelo, tentando nos infligir castigos ou punições – muitas vezes irreversíveis, por não acreditarmos em nosso potencial e em nossa capacidade de nos amar de maneira plena.

Para todos, desejo as melhores escolhas da vida: desejo a escolha da saúde, do bem-estar, do amor-próprio, por uma autoestima elevada, considerando e respeitando os limites que temos por sermos humanos. Ainda que estejamos atravessando momentos dolorosos ou difíceis em nossa vida, temos sempre a possibilidade da superação. Sempre há uma saída. E tudo, absolutamente tudo, é passageiro na vida, mas transformador!

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