Aedes: Secretaria da Saúde identifica 23 criadouros em Caxias do Sul

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Alisson Vieira Barros, Cristiano Pereira dos Santos e Leonardo da Silva Farioli são agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Diariamente, eles percorrem a cidade para inspecionar áreas de risco para proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. No dia 12/04, enquanto o grupo realizava visitas de rotina na região do bairro Esplanada, mais três focos do inseto eram confirmados pela Vigilância Ambiental. Os novos criadouros foram localizados no loteamento Alvorada, que integra o Esplanada, elevando para 23 o número total encontrado este ano no município.

Os agentes destacam que o cuidado com os reservatórios e outros recipientes que acumulam água deve ser minucioso. “O mosquito consegue entrar por qualquer vão, pequeno que seja, e depositar seus ovos. É preciso ter muito cuidado também com a limpeza das caixas d’água, especialmente as que ficam expostas para coletar chuva. Devem ser bem tampadas”, afirma Farioli. Dos três novos focos registrados, dois estavam justamente em reservatórios usados para armazenar água da chuva, instalados em uma residência e em um terreno baldio. O outro foi localizado em meio a sucatas, também em uma casa.

Os agentes ainda fazem um alerta sobre o uso de lonas. “Todas as lonas velhas devem ser corretamente descartadas. O ideal é que nem sejam utilizadas, pois podem facilmente furar ou rasgar, não impedindo a entrada do inseto nos reservatórios; ou ainda formar dobras que acumulam água. Melhor substituir por telas”, explica Barros.

A participação dos cidadãos no combate ao mosquito também é valorizada pelos profissionais. “Por mais que façamos esse trabalho, a população precisa se conscientizar de que é fundamental cada um limpar e verificar a sua casa e o seu terreno frequentemente. Não dá para esperar só pela visita dos agentes, a responsabilidade é de todos”, diz Santos.

Iraci Bonatto, 56 anos, moradora do bairro Esplanada, garante que faz a sua parte. Ela acompanhava com atenção a vistoria à sua residência, na sexta-feira (12/04), aprovando a abordagem. “Eles vêm e olham tudo. É ótimo, mas também temos que fazer a nossa parte. Os agentes orientam como devemos cuidar da nossa casa, que materiais temos que eliminar, como evitar os criadouros. Temos que nos conscientizar e ajudar”, declara.

Neste ano, oito localidades concentram os 23 focos do mosquito identificados até o momento. São eles: Loteamento Alvorada (6), Bela Vista (1), Desvio Rizzo (1), Esplanada (7), Mariani (1),Presidente Vargas (2), Salgado Filho (1) e Santa Lúcia Cohab (4). O número já supera em seis o total encontrado em 2018 (17).

A Vigilância Ambiental mantém programa permanente de combate ao Aedes aegypti. Cerca de 50 agentes de combate a endemias atuam para impedir a proliferação do inseto na cidade. Nas inspeções domiciliares, contam com o auxílio de aproximadamente 190 agentes comunitários de saúde. Quinzenalmente, também monitoram 225 pontos estratégicos no perímetro urbano, que são locais com mais probabilidade de formação de criadouros, como cemitérios, borracharias e ferros-velhos. Os agentes também visitam rotineiramente imóveis comerciais e industriais.

Outra ação de combate ao mosquito é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado quatro vezes por ano com o objetivo de determinar o Índice de Infestação Predial (IIP) do município. No mais recente LIRAa, feito em fevereiro, mais de 6 mil imóveis foram inspecionados. Apesar do aumento do número de focos neste ano, o IIP de Caxias do Sul é considerado baixo.

Dicas de prevenção

  • Limpar com escovação semanal o recipiente de água dos animais domésticos;
  • Recolher o lixo do pátio;
  • Colocar o lixo ensacado para ser recolhido pela Codeca;
  • Recolher pneus inservíveis e armazená-los em locais secos e protegidos da chuva; ou encaminhar ao Ecoponto da Codeca (tem custo de R$ 1,65 por pneu, para o morador que entregar o pneu seco na Codeca);
  • Tampar caixas d’água;
  • Colocar telas milimétricas em caixas d’água descobertas, reservatórios de captação de água da chuva e nos ralos;
  • Limpar as calhas;
  • Semanalmente, lavar e escovar piscinas plásticas, trocando a água;
  • Eliminar os pratinhos das plantas.

Foto Lucas Teles
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