Fruticultores de Serafina Corrêa recebem orientações para controle de pragas e doenças

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Vinte e dois fruticultores de Serafina Corrêa, que têm produção comercial ou para autoconsumo, participaram de mais uma reunião com a Emater/RS-Ascar, nesta quarta-feira (12/06), dando sequência ao projeto de melhoria do manejo das áreas de produção de frutas, com ênfase na viticultura. Desta vez, a reunião ocorreu na propriedade de Daniel Ziliotto, na comunidade de São José, e o tema discutido foi o manejo fitossanitário. Os engenheiros agrônomos da Emater/RS-Ascar, Eliazer Kosciuk e Leandro Ebert, conduziram a reunião e repassaram recomendações aos participantes.

Ebert ressaltou que é necessário adequar o manejo para buscar um equilíbrio vegetativo nas plantas e, assim, maior sanidade nos parreirais e nos frutos produzidos. Ele repassou orientações para realização do tratamento de inverno com calda sulfocálcica. “Essa é uma prática simples, antiga, barata e com excelentes resultados, mas que deixou de ser aplicada pelos fruticultores, com reflexos na sanidade das plantas”, ressaltou. De acordo com ele, a estratégia pode reduzir a pressão de doenças e pragas que atacam a videira e outras fruteiras caducifólias ao aproveitar o período de repouso para eliminar esporos de fungos e insetos que permanecem no tronco, nos ramos e na casca das plantas, melhorando a sanidade dos pomares.

Kosciuk abordou o controle de algumas das principais pragas que acometem as frutíferas na região. O agrônomo explicou como utilizar algumas técnicas de controle para essas pragas, dentre elas, uma armadilha caseira inteligente para captura da mosca-das-frutas, uma fita ou gel para evitar o ataque de formigas, além de algumas receitas agroecológicas para controle de lesmas e caracóis e receitas para controle de pulgões e outros insetos. “São algumas soluções simples e de baixo custo que podem ser usadas pelos agricultores, evitando muitas vezes a necessidade de uso de um inseticida, com bons resultados de controle”, destaca.

Para finalizar, Ebert abordou as principais doenças fúngicas da videira, como o pseudofungo que causa o míldio, os fungos causadores das podridões e a antracnose, destacando as condições climáticas ideais para a ocorrência, a seleção de fungicidas preventivos ou curativos, a correta identificação dos sintomas de cada doença, determinação do momento de aplicação e a tecnologia para pulverização dos produtos químicos ou orgânicos. O agrônomo também demonstrou o método para confecção de um espalhante adesivo caseiro, que pode ser feito com folhas de figo-da-índia, facilmente encontradas no município, e que pode ser usado para melhorar as aplicações fitossanitárias.

Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

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