Vinícola colonial é inaugurada em Bento Gonçalves

Agroindústria Bento Gonçalves - Divulgação Emater/RS - Ascar

Agroindústria Bento Gonçalves – Divulgação Emater/RS – Ascar

Produtora de vinho colonial, a agroindústria familiar Vinhos Porão do Vale, pertencente à família de Vitório e Ivone Somensi, foi inaugurada na tarde de quinta-feira (07/11), em Bento Gonçalves. O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, participou do ato e da entrega do certificado de inclusão no Programa Estadual de Agroindústria Familiar do Governo do Estado (Peaf), juntamente com o vice-prefeito, Aido José Bertuol, e representantes de entidades parceiras.

“A inauguração de uma agroindústria é o coroamento do trabalho da Emater/RS-Ascar, da família e das entidades parceiras”, destacou Rugeri. “É um orgulho estarmos inaugurando a vinícola”, diz o proprietário, Vitório Somensi.

Bento Gonçalves é o município com o maior número de agroindústrias familiares legalizadas no Estado. “Com isso o agricultor poderá produzir, ter um rendimento para toda sua família, fazer com que o jovem fique no interior, porque se não tivermos a uva, o vinho, o nosso turismo também acaba”, salientou Bertuol.

Com uma área de 11,5 ha de videiras, a família Somensi utiliza parte da produção para elaborar vinho colonial. Neste ano, foram produzidos 14,5 mil litros. “A tendência é com o tempo aumentar para vender a granel”, diz Somensi, que fez o registro com CNPJ para ter mais possibilidades de comercialização.

Os produtores que tiverem interesse em legalizar a produção de vinho colonial devem procurar o escritório da Emater/RS-Ascar no seu município.

Projeto para vinícolas familiares é apresentado à Seapdr

Em reunião com o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, na quarta-feira (06/11), um grupo de trabalho (formado por representantes da Emater/RS-Ascar, Embrapa, IFRS-BG, Mapa, Seapdr e Prefeitura de Bento Gonçalves) apresentou um projeto que visa atender uma demanda dos produtores. “Existem agricultores familiares que hoje desejariam registrar sua vinícola que não são contemplados pelo Peaf, porque o programa prevê que toda matéria-prima tem que ser produzida pelo agricultor, ele não pode comprar uva de fora. Então nós formamos esse grupo de trabalho, que inclusive trabalhou na legislação que existe hoje do vinho colonial, e apresentamos um projeto de lei para o secretário, que é bastante similar ao Peaf, porém ele se destina a vinícolas familiares, permitindo que o produtor com DAP adquira sua matéria-prima de outros agricultores familiares com

DAP e registre a sua vinícola dentro dos incentivos do governo do Estado”, explica o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didoné.

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