Nove profissionais da comunicação recebem o Troféu ARI 2019

Agraciados Troféu ARI 2019 - Foto Júlio Soares

Agraciados Troféu ARI 2019 – Foto Júlio Soares

O reconhecimento foi concedido pela Associação Riograndense de Imprensa – Seccional Serra Gaúcha (ARI Serra Gaúcha) em parceria com a CIC Caxias durante reunião-almoço do dia 25 de novembro

Nove profissionais da comunicação receberam, na última segunda-feira (25/11), o Troféu ARI 2019. A honraria foi entregue pela Associação Riograndense de Imprensa – Seccional Serra Gaúcha (ARI Serra Gaúcha) em parceria com a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, durante reunião almoço da CIC. Foram agraciados com a premiação: Marcos Fernando Kirst (Jornalismo Digital e Impresso), Juares Franco (Jornalismo Audiovisual), Celso Sgorla (Radiojornalismo), Lucinara Masiero (Assessoria de Imprensa), Gilmar Gomes (Imagem), Jomba Salim (Propaganda e Marketing), Neide Tomazzoni Michelon (Relações Públicas), Luís Antônio Giron (Destaque Nacional) e Guiomar Chies (Contribuição à Comunicação).

Na oportunidade, a presidente da ARI Serra Gaúcha e gerente de Jornalismo da RBS Caxias, jornalista Andreia Fontana, destacou a influência da imprensa para uma democracia forte e agradeceu pela presença do presidente da ARI-RS, Luiz Adolfo Lino de Souza, no evento. Aos homenageados, reforçou que foram escolhidos pelos pares como reconhecimento à contribuição de suas práticas e reflexões para o desenvolvimento da sociedade e de um mundo melhor. “Este é o nosso jeito de dizer muito obrigada”, frisou Andreia.

A vice-presidente  de Serviços da CIC Caxias, Maristela Tomasi Chiappin, também valorizou as trajetórias dos agraciados com o troféu ARI. Referindo-se aos profissionais da comunicação como um todo, acrescentou: “Precisamos acreditar que vocês são os guardiões da verdade, mesmo quando essa verdade pode não contar com a nossa concordância”.

Em nome dos homenageados, a jornalista e pedagoga Lucinara Masiero ressaltou a relevância do papel social da comunicação. Na sua opinião, a   informação   liberta   o   homem   e   tem   participação fundamental no desenvolvimento do livre pensamento, além de ser peça indispensável à cidadania. “Para nós, o reconhecimento pela obra profissional é, de muitas formas, a confirmação de que estamos cumprindo o nosso papel econômico e social”, considerou.

Para esta 12ª edição do prêmio, a indicação dos nomes contou com uma novidade: a participação do público. Por meio de plataforma virtual, a comunidade pôde encaminhar sugestões para as nove categorias.

Diretoria da ARI e agraciados com o Troféu ARI 2019 - Foto Júlio Soares

Diretoria da ARI e agraciados com o Troféu ARI 2019 – Foto Júlio Soares

Palestra – Logo após a entrega do troféu, o jornalista e escritor Luís Antônio Giron, que também é editor da revista ISTOÉ e foi um dos homenageados, palestrou sobre o tema “As redes sociais mataram a verdade?”. Com 38 anos de jornalismo e com suas origens em Caxias do Sul, Giron apresentou várias reflexões à plateia. Segundo ele, a sociedade atual experimenta um momento de perturbação, disruptivo, e o exercício jornalístico acaba sendo afetado por essa realidade.

Para ele, oito conceitos parecem essenciais para o exercício do jornalismo: mídias sociais, privacidade, vigilância, pós-verdade, fake news, contraconhecimento, verdade e pensamento crítico. “O fato, se ainda há fatos, é que as redes sociais alteraram o perfil das notícias, porque todos se tornaram supostamente emissores de informação, e não mais apenas consumidores. Nós, jornalistas, sabemos o quanto é difícil informar de maneira correta, exata, precisa e equidistante. Ou, pelo menos, deveríamos sabê-lo”, disse, antes de citar alguns episódios noticiados em que nem sempre a ética foi observada.

O editor recordou algumas ações que são fundamentais no exercício jornalístico, mas que nem todos os profissionais executam, como verificação das fontes, rechecagem e interpretação de determinado contexto. Apesar das dificuldades e dos desafios que a pós-verdade apresenta, Giron mantém a esperança. Na sua ótica, o jornalismo não há de morrer porque, em qualquer que seja o meio ou suporte de atuação, ele tem como meta a busca pela informação exata, precisa e real.

“Será importante atualizar e apurar os instrumentos, os métodos e a própria atividade profissional. Isso porque, a meu ver, chegará o dia em que as redes sociais terão desaparecido ou saído de moda. Então os apuradores de fatos ainda estarão trabalhando. A verdade não irá matar as redes sociais, mas, certamente, transformá-las”, acredita.

CONFIRA UM BREVE CURRÍCULO DOS PROFISSIONAIS QUE RECEBERAM O TROFÉU ARI SERRA GAÚCHA 2019:

 

CATEGORIA/HOMENAGEADO(A)/CURRÍCULO

1. Jornalismo Digital e Impresso: Marcos Fernando Kirst (Jornalista e escritor, tem 53 anos e é natural de Ijuí/RS. Iniciou as atividades profissionais em veículos de comunicação de Santa Maria. Mudou-se para Caxias do Sul em 1992 e trabalhou no jornal Pioneiro, onde é cronista semanal. Também já atuou nos jornais O Farroupilha, O Informante, e na revista Acontece. Desde 2010, tem empresa própria, a Calíope Comunicação, Marketing e Publicações, e desenvolve trabalhos de comunicação e produção de livros de resgate historiográfico. Tem 23 obras publicadas, foi patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul/2010 e já recebeu vários prêmios, como “Açorianos de Criação Literária”/2014 e “Prêmio Literário Vivita Cartier”/2016).

2. Jornalismo Audiovisual: Juares Franco (Jornalista, tem 54 anos e é natural de Lagoa Vermelha/RS. Trabalha atualmente na Universidade de Caxias do Sul/UCS como repórter cinematográfico na plataforma UCSplay. Há mais de 30 anos no mercado audiovisual, tem formação em direção de fotografia, edição e roteiro. Iniciou na área na década de 1980, na RBS TV Caxias, onde permaneceu até 2002. No mesmo ano, foi trabalhar na UCS TV (hoje, UCSplay). Também atua em vários veículos de comunicação e produtoras de vídeo e conteúdo de todo o Brasil, como para SporTV e Fox Sports Internacional, ESPN, Band Sports e Canal Brasil).

3. Radiojornalismo: Celso Sgorla(Jornalista, tem 55 anos e é natural de Serafina Corrêa/RS. Iniciou a vida profissional na Rádio São Francisco, onde trabalhou por 16 anos. Também foi correspondente da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, na região da Serra por 15 anos. Há sete anos, atua na Rádio Miriam Caravaggio. Também é correspondente do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, há 22 anos).

4. Assessoria de Imprensa: Lucinara Masiero (Jornalista e pedagoga, com MBA em Gestão de Eventos, tem 46 anos, e é natural de Bento Gonçalves/RS. Atualmente, é diretora de Relacionamento da Conceitocom Brasil, agência de comunicação com 18 anos no mercado. É responsável pelo trabalho de relacionamento dos clientes com a imprensa nacional. Já organizou mais de 50 press trips, trazendo para a Serra Gaúcha cerca de 700 jornalistas de todo o país num movimento que ajudou a promover os vinhos do Brasil.

5. Imagem: Gilmar Gomes(Jornalista, tem 61 anos e é natural de Santiago/RS. Trabalhou nos jornais O Interior (1980), A Razão (1982) e Pioneiro (1986 até 2001, como editor de Fotografia). Após 2001, atuou como repórter fotográfico free lancer, para diversas publicações do Estado e nacionais, além de assessorias de imprensa, publicidades e institucional. É casado desde 1988 com Clarice Henz Gomes e tem dois filhos: Lucas Henz Gomes e Heitor Henz Gomes).

6. Propaganda e Marketing: Jomba Salim(Administrador de empresas, tem 63 anos e é natural de Carazinho/RS. Iniciou a carreira publicitária na MPM Propaganda, com passagem pela Studio Uno. É diretor Santa Propaganda desde janeiro de 1994).

7. Relações Públicas: Neide Tomazzoni Michelon(Bacharel em Relações Públicas e pós-graduada em Comunicação Organizacional, tem 56 anos e é natural de Caxias do Sul/RS. Iniciou as atividades em 1987, na assessoria de RP da Agrale. Em 1988, ingressou na Randon S.A., na área de Propaganda e Promoções, que, depois, passou a ser denominada Marketing, onde ficou 24 anos com a comunicação mercadológica. Em 2013, foi para a área de Comunicação Institucional Corporativa. Ao todo, foram 29 anos de trabalho dedicados às Empresas Randon. Em 2004, recebeu o Prêmio Distinção em Relações Públicas, da APRP).

8. Destaque Nacional: Luís Antônio Giron(Jornalista, editor da revista ISTOÉ, colabora para os jornais Valor Econômico e Folha de S. Paulo e é autor de livros como Ensaio de Ponto, Até Nunca Mais Por Enquanto, Teatro de Gonçalves Dias e Crônicas Reunidas de Gonçalves Dias).

9. Contribuição à Comunicação: Guiomar Chies(Jornalista, com formação também em Direito, tem 77 anos e é natural de Arroio Canoas, então pertencente a Montenegro/RS. Foi bancário, mas sempre gostou da área da comunicação. Atuou em diversos rádios e jornais de Caxias do Sul, como Pioneiro e Correio Riograndense, além de escrever para veículos estaduais. Também trabalhou por quase três décadas na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Tem livros publicados, entre eles: Os Poderes Fazem História. É ainda integrante do Coral Stella Alpina).    

HISTÓRIA DO TROFÉU ARI SERRA GAÚCHA:

– A ideia de reconhecer o trabalho dos profissionais da comunicação da Serra Gaúcha nasceu em um dos tradicionais encontros que a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Caxias) prepara a comunicadores ao final de cada ano. Quem sugeriu criar uma premiação foi o radialista Agenor Rodrigues.

– Na gestão do então presidente da CIC João Francisco Müller (2005 – 2007), a partir da diretoria de Comunicação e Marketing da entidade e da à época presidente da ARI Serra Gaúcha e hoje integrante do Conselho Superior da ARI Serra Gaúcha, Juçara Tonet Dini, o projeto da distinção foi elaborado.

– No primeiro ano da gestão seguinte da CIC, sob o comando do presidente Milton Corlatti (2008 – 2011), o Troféu ARI Serra Gaúcha foi colocado em prática e concedido pela primeira vez a seis homenageados.

– Desde 2008 até hoje, 106 profissionais da comunicação receberam o prêmio pela relevante trajetória e contribuição social no exercício de sua atividade.

SAIBA MAIS SOBRE A ARI:

– A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) foi fundada em 19 de dezembro de 1935, em Porto Alegre, por 114 jornalistas e intelectuais, tendo como seu primeiro presidente Erico Verissimo. Sem caráter sindical, a entidade reúne profissionais da comunicação, integrando empregados, empregadores e autônomos. Além da valorização de toda a cadeia produtiva da comunicação, a ARI se destaca pela defesa da liberdade de imprensa e de expressão.

– Na Serra Gaúcha, a ARI estabeleceu sua seccional em 28 de maio de 2003 por iniciativa da jornalista Juçara Tonet Dini, com o apoio de outros 17 profissionais ligados à área da Comunicação. A ARI Serra Gaúcha foi presidida por quatro presidentes: Juçara Tonet Dini, de 2003 a 2009; Paulo Cancian (in memorian), de 2010 a 2016; Evandro Fontana, de 2016 a 2018; e atualmente está sob a presidência da gerente de Jornalismo da RBS Caxias, jornalista Andreia Fontana.

 

Foto Júlio Soares
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