Poesia | Ninguém sabe…

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As dores nossa são só nossas,

Os dissabores que temos na vida

São como pele, depois de tê-los

Ninguém mais se apodera, são sinais,

Caminhos que temos para crescer…

Você nem viu a minha cara feliz

Ao te observar partindo ao longe,

Fiquei contemplando aquele momento

Só meu, só da minha imensa percepção

De que as idas e vindas fazem parte de nós,

Como um sopro de vida que pulsa sem sentirmos…

Lá se foi a minha esperança última desfazendo

A primeira impressão, a mesmice, a falta de

Poder estar em todos os lugares, se desse

Eu te seguiria com os olhos até onde mais

Só os de coração generosos podem ir…

Minha bondade está acima de qualquer desejo,

Ficar aqui talvez não possa ter lugar pra nós,

Dois corações ocupam espaço, especialmente

Dentro de nossas emoções. Serei eterno hoje

Amanhã virei dizer dos encontros derradeiros

E da dificuldade que tenho de encarar despedidas…

Mas cabe aqui dentro essa imensa devoção

Por tudo o que podemos nessa ou em outro vida,

Diremos dos encontros percebidos por corações

Tão acostumados por sentir prazer em dizer

Tudo o que no momento me apraz, sagaz, vivás,

Palavras que expressam atitudes tendenciosas

Pois não dá pra aceitar tudo o que a vida nos impõe,

Nem mesmo uma pequena falta do que dizer

Na hora em que eu mais precisava…

É sempre assim, a gente deixa passar, deixa ir

Mesmo que faça falta na hora em que temos

Milhões de coisas que dizem o contrário,

Mas sossega coração, deixa a partilha seguir

Afinal, os maiores tesouros ainda estão por aí,

Escondidos a procura de um novo dono, quando

Encontrar, registre, perpetue teu nome, tatue,

Faça valer o seu direito de amar por um tempo,

Mesmo que isso seja para sempre…

By Laudir Dutra

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