Negra Jaque prepara um novo single para ser lançado em junho com o mesmo produtor do E.M.I.C.I.D.A.

Foto Raul Krebs

Foto Raul Krebs

 

O novo single leva o nome de Maria Madalena. Uma narrativa sobre a infância da rapper e a relação com sua mãe. Fala sobre a criança pobre brasileira, a vivência na periferia, sobre espera e esperança e como esses dois são tão distintos.

Maria Mandela como mulher, mãe e chefe da família, invisível e, ao mesmo tempo, é a mão que faz a roda do país girar. Sim, também é sobre vencer as dificuldades, apesar de tudo.

Durante a construção do single, Negra Jaque comenta que cantou à capela e o Leonardo Braga foi criando arranjos a partir do que ele ouvia, “em minhas palavras, foi mágico” confessa a rapper.

Trazer pro mundo a história de Maria Madalena é discutir invisibilização e desqualificação do sujeito. De um povo brasileiro que é um número, estatística, mas que possui tantas histórias de amor e luta que pretendem nos fazer ouvir e aprender.

 

A produção musical ficou a cargo de Leonardo Braga da OCorre Lab que fará a mix e Maurício Gargel (mesmo audio mastering do E.M.I.C.I.D.A, Arnaldo Antunes, Anitta e outros) fará a masterização.

Bruno Braga será o responsável pelo projeto gráfico. A produção e gerenciamento de carreira da rapper passou a contar com o produtor cultural Cleverson Ferreira.

 

Previsão de pré-lançamento pelo Spotify em 05 de junho/20. 

 

Desde 2007 na estrada, quando integrou o grupo “Pesadelo do Sistema”, a rapper vem se destacando no segmento do hip hop. Em 2013, quando iniciou carreira solo, foi a primeira mulher vencedora da “Batalha do Mercado”, evento tradicional da região metropolitana de POA e, por causa desse prêmio, gravou seu primeiro EP “SOU”. De lá pra cá, participou de festivais, como o “Nosoutras”, lançou discos, recebeu prêmios e importantes indicações, como a de melhor compositora no “Prêmio Açorianos”, fez o show de abertura do projeto “UNIMUSICA” da UFRGS, participou do show de Elza Soares no Bar Opinião, circulou por várias cidades do RS, além de RJ e SP.

 

Essa é a trajetória de Negra Jaque, que junto com muitas mulheres negras de todos os tempos, caminha em direção à igualdade. Busca um mundo melhor para se viver, que empodera, que não vê limites à sua frente.

 

Jaqueline Trindade Pereira (Negra Jaque) é formada em Pedagogia e, além da sua carreira no rap, é frequentemente contratada para ministrar oficinas e palestras, direcionadas ao público adulto, juvenil e infantil, com as temáticas que envolvem o hip hop, a luta feminista e o movimento negro.

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