Da cozinha de casa para o mundo

Ex-aluno do Senac Comunidade tem o sonho de se tornar cozinheiro profissional
Algumas pessoas descobrem o que querem ser da vida depois dos 18 anos. Outras, já sabem desde que são pequenas. Não existe certo ou errado neste caso. O que existe são sonhos a se tornar realidade, uma hora ou outra. No Dia do Sonhador, comemorado em 9 de julho, a história de Leonardo Ferraz Vieira ganha um novo sabor.Morador da cidade de Viamão, o jovem tem um sonho pouco comum. Enquanto a grande maioria dos garotos que cresceram com ele queriam ser jogadores de futebol, médicos ou policiais, Leonardo tinha um objetivo diferente: ser chef de cozinha. Dividindo a casa com a mãe, duas irmãs, uma de 23 anos e outra de 16, e uma sobrinha, de três anos, o ex-aluno do Senac Comunidade trabalha na Lancheria e Pizzaria Gauchinho, em Alvorada, como pizzaiolo. “Foi difícil conseguir, mas estou aqui”, conta o rapaz que já havia trabalhado em outra pizzaria, mas não dentro da cozinha.

A vontade de ser cozinheiro nasceu dentro de casa, bem ao lado do fogão. “Comecei a cozinhar com uns cinco ou seis anos. Eu ficava no canto da cozinha olhando minha mãe fazer a comida. Aí eu comecei a gostar de tudo aquilo”, conta. Sua mãe, Liliane Ferraz, é sua grande inspiração e apoiadora, como completa o rapaz, “um dia ela estava mal em casa, meio doente. Aí eu fui lá e fiz a janta. Com tudo que aprendi enquanto via ela fazendo”.

Leonardo está cursando o último ano do ensino médio na Escola Estadual Julio Cesar Ribeiro de Souza, em Alvorada. Por isso, tem deixado um pouco seu sonho de lado. “Até ano passado eu tava vendo uns cursos de gastronomia. Mas o preço é meio salgado, sabe? Ultimamente, o meu foco é no colégio, porque tá tudo uma bagunça por causa da pandemia”. Ele andava praticando, inspirado por alguns livros de culinária que ganhou, mas a correria da quarentena tirou o tempo que sobrava e que ele usava na cozinha. “Fico feliz em saber que a professora Vanessa do Senac Comunidade ainda lembra de mim. Ela sempre me apoiou, até me doando alguns livros de culinária”.

O momento é de introspecção, de fazer o que dá pra fazer com o tempo que se tem. Porém, o sonho de ser um cozinheiro profissional não acabou. Ele fica guardado no peito de quem já correu muito atrás para tornar isso realidade. E que ainda vai correr muito mais. Logo ali, depois que tudo isso passar.

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