“Residência em Tempos Remotos” é o novo projeto do artista gaúcho Marcelo Armani

3. Um Minuto para a Aposentadoria, foto Marcelo Armani

O artista gaúcho Marcelo Armani apresenta Residência em Tempos Remotos, uma experiência de tornar o local de pesquisa/trabalho/moradia um espaço de residência artística durante esse período de confinamento e cuidado sanitário, em função da pandemia do Covid19. O projeto foi contemplado no Edital FAC Digital RS 2020 e é mostrado de forma totalmente online.

O objetivo do projeto é experimentar, produzir e compartilhar por um período de 30 a 45 dias o resultado de práticas inéditas de maneira livre, transitando por diversos suportes artísticos, sejam audiovisuais, sonoros, fotográficos, performáticos, mas que carreguem em sua concepção a crítica, a provocação e a imersão aos fantasmas sociais, aos filtros e fronteiras das ações mecânicas ocultadas nas crenças e nos sistemas sociais que aprisionam.

Serviço:
O quê: Residência em Tempos Remotos, de Marcelo Armani
Onde: Site e redes sociais do artista
Site: http://marceloarmani.weebly.com/residencia-em-tempos-remotos.html
Instagram: www.instagram.com/marcelo.armani
Facebook: www.facebook.com/marcelo.armani.5

Maneiras Políticas de Proteção
Vídeo, 60”
2020
Link:  https://www.youtube.com/watch?v=z3l6Egc42Os
“Maneiras Políticas de Proteção” retrata sensações e expectativas em relação ao posicionamento, às atitudes e ao caráter do atual governo brasileiro (2018-2022) em relação às políticas e às práticas de proteção adotadas no combater a Pandemia do Covid-19 no braZZil. Trata-se de um vídeo performance de cunho crítico em que encarna a “maneira política” de alguns governantes com o manuseio de máscaras de proteção contra o vírus. As imagens são embaladas pela apropriação de fragmentos específicos do hino nacional brasileiro, fazendo alusão às percepções de ver e ouvir, onde o significado de tais palavras é reproduzido fora de sincronia com a imagem como forma de potencializar o caráter crítico presente nessa ação.

Um Minuto Antes da Aposentadoria
Vídeo, 1’09”
2020
Link: https://www.youtube.com/watch?v=_3RdZxJnLGs
“Um Minuto Antes da Aposentadoria” é uma poética e reflexão sobre o tempo, o início, o fim, as escolhas. Sobre as imposições de uma existência mecanizada para que um mundo desarmônico continue funcionando.
Captação sonora feita com microfone de contato e gravador portátil, filtros, reverbs, equalizador e compressão.

Cotidiano de um Desconhecido
2020
Disco digital de gênero eletroacústico e experimental
Link: https://elefantebranco.bandcamp.com/album/cotidiano-de-um-desconhecido
“Cotidiano de um Desconhecido” é um álbum composto e recomposto por recortes e samplers captados durante um cotidiano de escuta urbana. Esses fragmentos de automóveis, máquinas e obras interagem com situações e texturas sonoras produzidas pela composição de síntese de áudio, usando sintetizadores analógicos, digitais e efeitos, como proposta de transportar essa massa da paisagem cotidiana a um espaço imagético dissolvido. Nesse álbum não há um rigor na manutenção do elemento rítmico, mesmo quando presente, uma série de equívocos ou falhas são mantidas como estrutura da veracidade da imprecisão temporal num profundo e constante desapego ao metrônomo.
Conceito, composição, execução, finalização de som e arte gráfica por Marcelo Armani, como “Elefante Branco”.
Pode-se fazer download do disco de forma gratuita através do link.

Cartas de um Sequestrado
Série de Colagens
2020
Link: http://marceloarmani.weebly.com/cartas-de-um-sequestrado.html
“Cartas de um Sequestrado” é uma série de frases ou palavras compostas por colagens que retratam as reflexões durante um estado de reclusão de um sequestrado.
Em meio a distintas situações e sensações, certo dia um sujeito desconhecido desperta percebendo que há muito foi sequestrado pelo Estado, sendo refém de todas as ideologias e conceitos que compõem as ferramentas de confinamento físico e psicológico empregadas por ações sociais, políticas e religiosas. Seu cativeiro se faz pela nacionalidade, cultura e costumes que lhe foram determinadas. Pela aceitação incontestável de práticas patrióticas como um forte exemplo de lobotomia político social e pelo pertencimento a determinada doutrina religiosa como meio de uma suposta salvação espiritual. Nesse contexto, esse sujeito passa a escrever cartas com recortes de revistas. Expõe nesse ato suas reflexões e aflições do cativeiro nos tempos de então, ressignificando a estética das fontes gráficas que, antes em conjunto, associavam-se a marcas de processos puramente comerciais, agora isoladas usufruem da liberdade de uma reescrita provocativa.

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