Devotos do Beato Pe. João Schiavo celebram quatro anos da beatificação

Celebração de beatificação/Volga Foto Estúdio

Celebração de beatificação/Volga Foto Estúdio

Uma missa será celebrada no dia 24 de outubro, às 16h, na Capela Pe. João Schiavo, em Fazenda Souza, seguindo os protocolos sanitários e transmissão online

O quarto ano da beatificação do primeiro beato da Diocese de Caxias do Sul, o italiano Pe. João Schiavo, será celebrada com a realização de uma missa, no dia 24 de outubro (domingo), às 16 horas, na capela que leva o mesmo nome do beato, em Fazenda Souza. Serão seguidos os protocolos sanitários com o uso obrigatório de máscara, álcool em gel e distanciamento. A missa será presidida pelo provincial dos Josefinos de Murialdo, Pe. Marcelino Modelski com animação do Coral Guadalupe e transmitida pelo Facebook @pejoaoschiavo.

As Irmãs Murialdinas contam que neste período de pandemia, que contabiliza mais de 600 mil vidas perdidas no Brasil, é comum ouvir relatos dos devotos em grupos de oração, nas celebrações dominicais ou nas visitas à capela do beato pedidos e agradecimentos à intercessão do Pe. João Schiavo para a cura da doença, desemprego e depressão.

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O processo de beatificação foi considerado relativamente rápido, pois iniciou em 2001 e concluiu quando recém eram celebrados os 50 anos da morte do Pe. João Schiavo e 20 anos da cura que o Vaticano reconheceu como milagre, o caso de Juvelino Cara, acometido por uma grave trombose mesentérica intestinal.

Agora para que o beato Pe. João Schiavo seja considerado santo será necessário a comprovação de mais um milagre. Em seu túmulo, na capela de Fazenda Souza, é local de orações e peregrinações. No primeiro e terceiro domingo de cada mês, às 16 horas, é celebrada missa em sua memória.

Relembrando a cerimônia em Caxias do Sul

Quem acompanhou de perto o processo de beatificação, especialmente as congregações dos Josefinos de Murialdo e das Irmãs Murialdinas de São José, a Associação dos Amigos do Pe. João Schiavo, Mães Apostólicas, Instituto Secular, Leigos Amigos de Murialdo, familiares do padre, pessoas que conheceram ou tiveram graças alcançadas por intercessão do Pe. Schiavo sentiram-se privilegiados e emocionados em participar deste inédito momento. Milhares de pessoas vindas de locais de abrangência da Diocese de Caxias do Sul, de várias regiões do Brasil, e até mesmo do exterior – Itália, Argentina, Chile e Equador, estiveram presentes nos Pavilhões da Festa Nacional da Uva, no dia 28 de outubro de 2017.

Na ocasião, foi possível ver de perto o representante do Papa Francisco, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, vindo especialmente de Roma para a celebração, ler o documento do papa que proclamou o Pe. João Schiavo Bem-Aventurado. Outro fato inesquecível para os devotos, vários bispos e centenas de sacerdotes, religiosos e autoridades eclesiais foi o descerramento do quadro representando Schiavo na glória de Deus. A obra, pintada pelo artista caxiense Vasconcelos Machado de Oliveira, pode ser conferida na capela de Fazenda Souza, onde está o túmulo do Pe. Schiavo, ponto de visitação. No domingo (29), ocorreu uma Missa de Ação de Graças, na capela Pe. João Schiavo, em Fazenda Souza, seguida de um almoço no salão paroquial da comunidade. A partir da beatificação ficou estabelecido 08 de julho, o dia do nascimento do beato, como a sua data litúrgica.

Papa Francisco menciona a beatificação

Durante a tradicional bênção do Papa Francisco, no dia 29 de outubro de 2017, no Vaticano, o Pontífice comentou sobre a beatificação do Pe. João Schiavo, que havia ocorrido no dia anterior, nos Pavilhões da Festa da Uva em Caxias do Sul. O Papa salientou seu zelo pelo trabalho a serviço de Deus. “Ontem (dia 28 de outubro), em Caxias do Sul, no Brasil, foi proclamado beato João Schiavo, um padre dos Josefinos de Murialdo. Nascido no início dos anos 1900, foi enviado ainda jovem padre para o Brasil, onde trabalhou com zelo no serviço ao povo de Deus e na formação de religiosos e religiosas”, declarou.

Quem foi Pe. João Schiavo

O sacerdote, da Congregação dos Josefinos de Murialdo, nasceu na Itália, em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore (VI), no dia 8 de julho de 1903 e desde criança desejava ser padre. Entrou na Congregação dos Josefinos de Murialdo e, em 1919, fez sua primeira Profissão Religiosa. No dia 10 de julho de 1927, com 24 anos, foi ordenado sacerdote. Quatro anos depois, realizando seu desejo de ser missionário e seguindo a ordem da obediência, partiu para o Brasil, chegando em Jaguarão (RS), no dia 05 de setembro de 1931 e de lá, poucas semanas depois para Caxias do Sul (RS), mais especificamente em Ana Rech para se dedicar a animação e formação dos candidatos para a Congregação dos Josefinos de Murialdo.

Desde que chegou em solo brasileiro, Padre João desenvolveu uma intensa atividade vocacional e foi o primeiro mestre de noviços da missão Josefina no Brasil. Viveu sua vocação e missão sobretudo na Região de Caxias do Sul: em Ana Rech, foi animador dos seminaristas e noviços, professor, iniciador e diretor da Escola Normal Rural Murialdo; em Galópolis, foi diretor da Escola e pároco; em 1941, fundou o Seminário Josefino de Fazenda Souza, interior de Caxias do Sul, sendo o primeiro diretor dessa obra que marcaria sucessivas gerações de jovens.

Fundou diversas obras em favor das crianças e jovens pobres: Abrigo de Menores São José, em Caxias do Sul; Obra Social Educacional, em Porto Alegre (Partenon e no Morro da Cruz, respectivamente); Abrigo de Menores em Pelotas e Rio Grande (RS); Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá (SC). Foi o primeiro Superior dos Josefinos da então Vice-Província no Brasil de 1937 a 1946 e Provincial de 1947 a 1956. A ele se deve o desenvolvimento das Obras Josefinas, o reconhecimento oficial das escolas e a formação religiosa dos primeiros confrades brasileiros.

Após um período de discernimento, em consonância com o fundador das Irmãs Murialdinas de São José Padre Luigi Casaril, no dia 09 de maio de 1954, Pe. João Schiavo iniciou, em Fazenda Souza, Caxias do Sul, o primeiro grupo das Irmãs Murialdinas de São José, no Brasil. Em 1957 fundou em Fazenda Souza, a Escola Santa Maria Goretti das Irmãs Murialdinas, onde atuou como diretor e professor.

Em fevereiro de 1956 deixou o cargo de Superior Provincial, mas continuou prestando serviço à sua Congregação e dedicando-se às Irmãs Murialdinas. Padre João Schiavo, cuja saúde há tempo estava debilitada, adoeceu gravemente no final de novembro de 1966 e faleceu dia 27 de janeiro de 1967, com fama de santo.

Por sua intercessão são atribuídas muitas graças e a fama de santidade estende-se até mesmo para fora do Brasil, com relatos de graças alcançadas na Argentina (Mendoza) e outras nações onde atuam os Josefinos e as Murialdinas.

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